{"id":901,"date":"2017-03-13T00:01:29","date_gmt":"2017-03-13T03:01:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/?p=901"},"modified":"2026-06-18T10:07:16","modified_gmt":"2026-06-18T13:07:16","slug":"poesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/poesia\/","title":{"rendered":"A poesia nossa de cada dia"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pesquisas, estudantes e professores revelam a import\u00e2ncia do g\u00eanero liter\u00e1rio no cotidiano<\/strong>\u00a0\u2014<em> por B\u00e1rbara Oliveira<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1235\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1235\" class=\"size-medium wp-image-1235\" src=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/MCOoPk4-300x300.jpg\" alt=\"(Foto: Banco de Imagens)\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/MCOoPk4-300x300.jpg 300w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/MCOoPk4-150x150.jpg 150w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/MCOoPk4-200x200.jpg 200w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/MCOoPk4-70x70.jpg 70w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/MCOoPk4.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-1235\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Banco de Imagens)<\/p><\/div>\n<p>O dia 20 de outubro, no calend\u00e1rio oficial, \u00e9 considerado o dia do poeta. Mas o que pode vir a significar ser poeta no s\u00e9culo XXI? Na Antiguidade, a poesia era usada como entretenimento, ritual e filosofia, e os poetas eram considerados pessoas s\u00e1bias. Na Gr\u00e9cia Arcaica, por exemplo, o poeta era um narrador social. Em \u00e9picos como Il\u00edada de Homero, o poeta atuava como um relator central, figurando como personagem importante <span style=\"color: #000000\">no <span style=\"color: #333333\">seio da vida coletiva.<\/span><\/span><\/p>\n<p>A pesquisa \u201cRetratos da Leitura no Brasil\u201d, realizada anualmente pelo Instituto Pr\u00f3-Livro, mostra que a poesia \u00e9 um g\u00eanero liter\u00e1rio ainda pouco apreciado pelo brasileiro. Os dados obtidos com cerca de 5.000 cidad\u00e3os, de 23 de novembro a 14 de dezembro de 2015, apontam que apenas 12% dos entrevistados acima de 5 anos gostam da modalidade. A maior parte destes leitores se encontra no ensino fundamental II, na faixa et\u00e1ria de 11 a 13 anos, o que pode apontar que esse h\u00e1bito estaria associado a alguma exig\u00eancia escolar.<\/p>\n<p>Nas palavras de Ferreira Gullar, &#8220;A poesia n\u00e3o revela a realidade, a poesia inventa a realidade&#8221;. Para o dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio, poesia \u00e9 \u201ca arte de fazer obras em verso. \u00c9 um processo de inspira\u00e7\u00e3o. \u00c9 aquilo que desperta o sentimento do belo\u201d. No entanto, essa beleza t\u00e3o comum da poesia, que de forma simples pode ser definida como sentimento ou express\u00e3o de um \u201ceu\u201d interior, carece de destaque no cen\u00e1rio e no mercado liter\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>A cultura da poesia<\/h4>\n<div id=\"attachment_1236\" style=\"width: 311px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/Sf9ib2A.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1236\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1236\" class=\" wp-image-1236\" src=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/Sf9ib2A-207x300.jpg\" alt=\"Marcos Pasche \u00e9 professor de Literatura Brasileira na Rural e evita o olhar pragm\u00e1tico sobre a poesia. (Foto: B\u00e1rbara Oliveira)\" width=\"301\" height=\"436\" srcset=\"https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/Sf9ib2A-207x300.jpg 207w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/Sf9ib2A-48x70.jpg 48w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/Sf9ib2A.jpg 483w\" sizes=\"auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1236\" class=\"wp-caption-text\">Marcos Pasche \u00e9 professor de Literatura Brasileira na Rural e evita o olhar pragm\u00e1tico sobre a poesia. (Foto: B\u00e1rbara Oliveira)<\/p><\/div>\n<p>Segundo o professor de literatura brasileira do curso de Letras da UFRRJ, M\u00e1rio Newman, a falta de interesse pela poesia no Brasil tem alguns motivos, entre eles o fato de se estimular a \u00e1rea criativa nas s\u00e9ries iniciais da escola, mas, no ensino m\u00e9dio, pelo ac\u00famulo de mat\u00e9rias a serem trabalhadas, deixa-se de lado a criatividade escrita necess\u00e1ria para a contempla\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros como a poesia.<\/p>\n<p>Newman ainda atenta para o pre\u00e7o elevado dos livros e a pr\u00f3pria falta de costume da cultura brasileira em n\u00e3o se ler. Entretanto, Mario n\u00e3o \u00e9 pessimista e alega que o consumo da poesia se d\u00e1 de forma expressiva tamb\u00e9m pela m\u00fasica. No cancioneiro popular, s\u00e3o fartos os exemplos, em obras como as de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, expoentes da Bossa Nova, al\u00e9m de Caetano Veloso e Gilberto Gil, do movimento Tropic\u00e1lia, entre tantos outros nomes.<\/p>\n<p>Uma vis\u00e3o mais abstrata sobre a poesia \u00e9 apresentada por Marcos Pasche, tamb\u00e9m professor de literatura brasileira da UFRRJ.<\/p>\n<p>\u201cA primeira e grande serventia da poesia \u00e9 mostrar sua total desutilidade para uma concep\u00e7\u00e3o utilitarista da realidade, que \u00e9 pr\u00f3pria do s\u00e9culo XXI (mas n\u00e3o apenas dele). A poesia ousa existir de modo absolutamente prescind\u00edvel se pensar que tudo deve ser pe\u00e7a da engrenagem da m\u00e1quina do mundo. A\u00ed, portanto, ela mostra sua grande raz\u00e3o de ser, porque ela pode dar ao homem a experi\u00eancia do radical reencontro consigo pr\u00f3prio, levando-o a refletir sobre as conven\u00e7\u00f5es que se apresentam como verdades inquestion\u00e1veis e, a partir de ent\u00e3o, reconceber sua pr\u00f3pria exist\u00eancia\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Benef\u00edcios po\u00e9ticos<\/h4>\n<p>Fazer poesia n\u00e3o \u00e9 apenas um momento de prazer a s\u00f3s com as palavras. Esse g\u00eanero textual tamb\u00e9m proporciona benef\u00edcios para o corpo e a mente. Segundo um estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra, a poesia atua em uma parte do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelas lembran\u00e7as e os sentimentos, como a m\u00fasica, estimulando a mem\u00f3ria afetiva. A pesquisa foi publicada na revista \u201cJournal of Consciousness Studies\u201d.<\/p>\n<p>Um exemplo dessas vantagens \u00e9 usar a poesia na redu\u00e7\u00e3o de dores, como mostra uma pesquisa feita na Universidade Federal do Maranh\u00e3o. O artigo, \u201cAvalia\u00e7\u00e3o dos Efeitos da M\u00fasica e da Poesia na Redu\u00e7\u00e3o de Dor Oncol\u00f3gica: Um Teste Cl\u00ednico Randomizado\u201d, publicado em julho de 2016 no \u201cJournal of Palliative Medicine\u201d, se empenhou em desvendar os efeitos dessas terapias alternativas. O foco foi a diminui\u00e7\u00e3o da dor em pacientes hospitalizados com c\u00e2ncer e sob o uso de analg\u00e9sicos.<\/p>\n<p>Depois de reclamarem de dores na semana anterior ao estudo, 75 pacientes com c\u00e2ncer e mais de 18 anos foram divididos em tr\u00eas grupos: um foi exposto \u00e0 m\u00fasica, outro \u00e0 poesia e o terceiro a nenhuma terapia complementar. Quem teve acesso \u00e0 m\u00fasica reagiu com um al\u00edvio nas dores, mas os pacientes expostos a poemas revelaram algo al\u00e9m disso: desenvolveram ainda mais esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Poesia tamb\u00e9m \u00e9 para crian\u00e7a<\/h4>\n<div id=\"attachment_1234\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/LvEgYTQ.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1234\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1234\" class=\"size-medium wp-image-1234\" src=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/LvEgYTQ-300x230.jpg\" alt=\"Roberto Bozzetti, docente de Letras, refor\u00e7a o valor da poesia no dia a dia das crian\u00e7as. (Foto: B\u00e1rbara Oliveira\" width=\"300\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/LvEgYTQ-300x230.jpg 300w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/LvEgYTQ-768x589.jpg 768w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/LvEgYTQ-91x70.jpg 91w, https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/wp-content\/uploads\/sites\/41\/2017\/02\/LvEgYTQ.jpg 912w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1234\" class=\"wp-caption-text\">Roberto Bozzetti, docente de Letras, refor\u00e7a o valor da poesia no dia a dia das crian\u00e7as. (Foto: B\u00e1rbara Oliveira<\/p><\/div>\n<p>O professor Roberto Bozzetti, tamb\u00e9m docente de Teoria da Literatura do curso de Letras da UFRRJ, ressalta a import\u00e2ncia de estimular o h\u00e1bito de ler e escrever o texto po\u00e9tico com crian\u00e7as. \u201cEstimular leitura de poesia \u00e9 fundamental na crian\u00e7ada porque ajuda a mostrar que o mundo pode ser organizado, lido e pensado de forma alternativa aos padr\u00f5es vigentes. Ou seja, refor\u00e7a a desconstru\u00e7\u00e3o do pensamento atrav\u00e9s da linguagem. E isso \u00e9 muito s\u00e9rio\u201d, explica o docente.<\/p>\n<p>No entanto, despertar o prazer da poesia nas crian\u00e7as n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples, visto que com o advento das novas tecnologias os pequenos est\u00e3o cada vez mais conectados e preferem bem mais as telas luminosas dos celulares do que letras impressas em papel, o que facilita a dispers\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo dados de 2014 do Painel Nacional de Televis\u00e3o, do Ibope Media, respons\u00e1vel por registrar a evolu\u00e7\u00e3o do tempo dedicado \u00e0 TV por crian\u00e7as e adolescentes entre 4 e 17 anos, o tempo gasto por elas no televisor foi de 5h35. Elas acabam deixando de ler o suficiente.<\/p>\n<p>No entanto, esta dispers\u00e3o deve ser um pretexto para que os pais estimulem em seus filhos o h\u00e1bito da leitura po\u00e9tica. Um livro pode ser um presente muito mais valioso do que um smartphone e ainda pode fazer com que as crian\u00e7as desenvolvam o senso cr\u00edtico mais cedo.<\/p>\n<div id=\"attachment_1233\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/ErIlZsT.jpg\" rel=\"attachment wp-att-1233\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1233\" class=\"size-medium wp-image-1233\" src=\"http:\/\/blogs.ufrrj.br\/bloghumanidade\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2017\/02\/ErIlZsT-300x255.jpg\" alt=\"O professor M\u00e1rio Newman ressalta a import\u00e2ncia dos pais tamb\u00e9m serem estimulados no gosto pela poesia. 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(Foto: B\u00e1rbara Oliveira)<\/p><\/div>\n<p>O exerc\u00edcio de sensibiliza\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero, no entanto, n\u00e3o passa por somente entregar um livro cl\u00e1ssico de poemas nas m\u00e3os de uma crian\u00e7a de 6 anos e querer que ela n\u00e3o apenas entenda a mensagem por tr\u00e1s dos versos como tamb\u00e9m goste do que est\u00e1 lendo. \u00c9 preciso que os pais e educadores apresentem as obras da forma mais l\u00fadica poss\u00edvel e que tamb\u00e9m participem do processo de degusta\u00e7\u00e3o da leitura.<\/p>\n<p>Para os pais que n\u00e3o t\u00eam o costume de ler, uma alternativa para se estimular o gosto pela poesia s\u00e3o os centros sociais, culturais e a escola, sugere M\u00e1rio Newman. &#8220;\u00c9 por projetos de leitura e produ\u00e7\u00e3o textual que se faz a chance de uma crian\u00e7a que tem pais desconectados do gosto liter\u00e1rio, do prazer da poesia, conhecer e vir a gostar&#8221;, complementa o docente.<\/p>\n<p>Fabiane Verardi Burlamaque, mestre e doutora em Letras, formada pela Universidade de <span style=\"color: #333333\">P<\/span>asso Fundo (UFP) explica na obra &#8220;Os primeiros passos na constru\u00e7\u00e3o de leitores aut\u00f4nomos: a forma\u00e7\u00e3o do professor&#8221; que a poesia pode vir a ser um meio l\u00fadico para se brincar com a l\u00edngua, para trabalhar com o imagin\u00e1rio da crian\u00e7a e para desenvolver nesse indiv\u00edduo a criatividade e principalmente o prazer est\u00e9tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/nFE6RI3HEUs?t=9s\">https:\/\/youtu.be\/nFE6RI3HEUs?t=9s<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Sarau Pede Poesia<\/h4>\n<p>Nem s\u00f3 de texto acad\u00eamico vivem os estudantes de gradua\u00e7\u00e3o. No intuito de abrir um espa\u00e7o para a frui\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, o Diret\u00f3rio Acad\u00eamico de Letras da UFRRJ (DALE) realizou um Sarau Liter\u00e1rio em<span style=\"color: #333333\"> 16 de junho de 2016<\/span>, no Audit\u00f3rio do PAT (Pavilh\u00e3o de Aulas Te\u00f3ricas). A primeira edi\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o de alunos n\u00e3o apenas do curso de Letras, mas tamb\u00e9m de Jornalismo e outros cursos. Dentre as atividades desenvolvidas, leituras de poesias escritas pelos pr\u00f3prios alunos e professores.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de poemas de autores consagrados, foram realizadas tamb\u00e9m apresenta\u00e7\u00f5es musicais. Para o Coordenador de Cultura e Eventos do curso, Matteus Alario, do terceiro per\u00edodo do curso de Letras, o evento foi muito positivo. \u201cEu j\u00e1 tinha esse projeto h\u00e1 algum tempo.Na minha cabe\u00e7a era mais intimista, mas isso antes de ser membro do diret\u00f3rio. Foi minha primeira proposta na chapa, e minhas companheiras e companheiros ajudaram muito a desenvolver a ideia e a realizar\u201d, relatou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas, estudantes e professores revelam a import\u00e2ncia do g\u00eanero liter\u00e1rio no cotidiano\u00a0\u2014 por B\u00e1rbara Oliveira &nbsp; O dia 20 de outubro, no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":3340,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[42,9],"tags":[],"class_list":["post-901","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-letras","category-noticias"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A poesia nossa de cada dia - Humanidades<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/laboratorios.ufrrj.br\/humanidades\/poesia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A poesia nossa de cada dia - 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